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O infarto ou injúria miocárdica perioperatória é traiçoeiro. O paciente operou, está sedado, analgesiando, com dor incisional, e o coração pode estar sofrendo sem o clássico teatro do IAM.
PMI é a injúria miocárdica detectada no período perioperatório, identificada por elevação de troponina com dinâmica compatível, frequentemente na ausência de dor típica.
Use essa cena mental antes da prova. Ela organiza todo o raciocínio e transforma fisiopatologia em imagem viva.
O centro cirúrgico se apaga. O paciente chega ao pós-operatório em silêncio. A analgesia cobre a dor, a incisão distrai o examinador, a anestesia apaga a narrativa. Enquanto isso, a hemoglobina cai, a frequência sobe, a pressão balança e a coronária entra em dívida. No palco não há peito apertando, não há grito, não há gesto clássico. Só um laboratório pequeno e preciso levanta a mão no escuro: troponina. Ela é a testemunha ocular do crime.
Visualize três salas. Caminhar por elas é praticamente revisar a aula inteira sem olhar papel.
Paciente de risco entrando na cirurgia. Na porta há um tubo brilhando: troponina basal.
Dois relógios pendurados: D1 e D2. Em cada um, nova coleta de troponina e novo ECG.
Uma lupa enorme: delta absoluto + valor acima do percentil 99.
A troponina reina, mas contexto e dinâmica decidem o sentido do achado.
Pacientes de risco intermediário ou alto em cirurgia não cardíaca de risco intermediário/alto.
Pré-operatório, primeiro e segundo dia do pós-operatório.
Pré-op, D1 e D2, interpretando no contexto clínico e metabólico do pós-op.
Fluxo simplificado para memorizar e aplicar rapidamente.
Aqui mora a banca. Essas frases se vestem de verdade elegante, mas tropeçam na lógica clínica.
O tratamento depende da cara do inimigo. Nem todo PMI veste a armadura de síndrome coronariana tipo 1.
Toque nos cartões para virar. Revisão rápida antes da prova.
Toque para ver.
Monitorização seriada no pré-op, D1 e D2 do pós-op, nos pacientes de maior risco.
Toque para ver.
É frequentemente silencioso por analgesia, anestesia e confusão clínica do pós-op.
Toque para ver.
Predomina o desequilíbrio entre oferta e demanda de O₂, não ruptura de placa.
Toque para ver.
São os motores do tipo 2 no perioperatório.
Toque para ver.
Transfundir visando Hb > 8 g/dL, quando anemia for causa contributiva do desequilíbrio isquêmico.
Toque para ver.
O ECG ajuda, mas não é soberano. A troponina seriada e o contexto pesam muito mais.
Tente responder mentalmente antes de abrir o gabarito.
Resposta: investigar causa e otimizar clínica. Não presumir IAM tipo 1 de saída. No perioperatório, tipo 2 e outras causas são muito prevalentes.
Resposta: no pré-operatório, no primeiro e segundo dia do pós-operatório.
Resposta: desequilíbrio entre oferta e demanda de O₂, com gatilhos como anemia, taquiarritmia, hipotensão, sepse ou IC.
Resposta: quadro mais francamente isquêmico, supra de ST ou alta suspeita de ruptura de placa, lembrando do risco de sangramento.
Resposta: pensar fortemente em mecanismo tipo 2 e corrigir as causas precipitantes: controle do ritmo/frequência e correção da anemia.
8 questões no estilo real do TEC. Escolha a alternativa e veja o feedback imediato.
Lê uma vez e fecha como quem fecha um bisturi após corte limpo.